Norte Global Trade

Artigos

Exportações de cooperativas crescem 21,1%

Brasília (13 de março) – No primeiro bimestre de 2012, as exportações de cooperativas tiveram crescimento de 21,1% em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando um total de US$ 764,1 milhões. Foi o maior resultado registrado para os dois primeiros meses do ano.

Nas importações, houve queda de 0,2% - de US$ 35,11 milhões, em janeiro e fevereiro de 2011, para US$ 35,06 milhões, no primeiro bimestre de 2012.  Com isso, a balança comercial das cooperativas alcançou um superávit recorde de US$ 729 milhões.

O resultado supera em 22,4% o saldo comercial dos primeiros dois meses de 2011 (US$ 595,6 milhões). A corrente de comércio das cooperativas no primeiro bimestre de 2012 também foi recorde. A soma das importações e exportações chegou a US$ 799 milhões, expansão de 20% em relação a 2011.

Exportações

Em janeiro e fevereiro de 2012, 99 cooperativas brasileiras realizaram exportações. Entre os principais produtos, destacam-se os do agronegócio: açúcar refinado (com vendas de US$ 125,5 milhões, representando 16,4% do total); café em grãos (US$ 119,4 milhões, 15,6%); farelo de soja (US$ 91,7 milhões, 12,0%); pedaços e miudezas comestíveis de frango (US$ 87,6 milhões, 11,5%); e soja em grãos (US$ 64,6 milhões, 8,5%).

No período, cresceram as vendas de arroz semibranqueado, não parboilizado, polido ou brunido (7.004%: de US$ 34,0 mil para US$ 2,4 milhões); algodão debulhado (884%: de US$ 2,7 milhões para US$ 26,9 milhões); milho para semeadura (875,6%, de US$ 298,1 mil para US$ 2,9 milhões); suco de laranja congelado (680,1%: de US$ 1,3 milhão para US$ 10 milhões) e estanho não ligado em forma bruta (456,5%, de US$ 732,6 mil para US$ 4,1 milhões).

As vendas externas das cooperativas alcançaram, de janeiro a fevereiro de 2012, 105 países. Os principais, em volume de vendas, foram os Estados Unidos (US$ 89,1 milhões, representando 11,7% do total); a China (US$ 86,8 milhões, 11,4%); a Alemanha (US$ 51,2 milhões, 6,7%); os Países Baixos (US$ 47,1 milhões, 6,2%); e a Espanha (US$ 39,8 milhões, 5,2%).

No primeiro bimestre de 2012, dos 27 estados, 16 realizaram exportações por meio de cooperativas. O Paraná foi o que teve maior valor, US$ 252,6 milhões, representando 33,1% do total. Em seguida estão: São Paulo (US$ 164,9 milhões, 21,6%); Minas Gerais (US$ 127,1 milhões, 16,6%); Santa Catarina (US$ 76,6 milhões, 10%); e Rio Grande do Sul (US$ 64,8 milhões, 8,5%).

Mato Grosso do Sul foi o estado que apresentou o maior crescimento em vendas externas no período (3.024%: de US$ 618,1 mil para US$ 19,3 milhões), seguido por Rondônia (445,6%: de US$ 784,6 mil para US$ 4,3 milhões); Mato Grosso (296,7%: de US$ 9,4 milhões para US$ 37,4 milhões); Tocantins (111%: de US$ 4 milhões para US$ 8,4 milhões); e Santa Catarina (107,8%, de US$ 36,8 milhões para US$ 76,6 milhões).

Importações

Cinquenta cooperativas realizaram importações em janeiro e fevereiro deste ano. A maioria possui atividades relacionadas com o setor agropecuário e realiza compras externas de  insumos agrícolas,como fertilizantes e rações.Os principais produtos importados pelas cooperativas no período foram a ureia (compras de US$ 8,5 milhões, representando 24,4% do total); as máquinas e aparelhos para preparação de carnes (US$ 5,6 milhões, 15,9%); os cloretos de potássio (US$ 2,6 milhões, 7,3%); o diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 1,9 milhão, 5,4%); e o farelo de soja (US$ 1,5 milhão, 4,2%).

No primeiro bimestre do ano, verificaram-se crescimentos significativos nas compras de arroz (“cargo” ou castanho), descascado, não parboilizado (328,2%: de US$ 52,2 mil para US$ 223,5 mil); outros feijões comuns, pretos, secos, em grãos (200,3%: de US$ 431,6 mil para US$ 1,3 milhão); máquinas e aparelhos para preparação de carnes (184,3%: de US$ 2,0 milhões para US$ 5,6 milhões); e de sulfato de amônio (160,0%, de US$ 487,0 mil para US$ 1,3 milhão).

As compras externas das cooperativas, em janeiro e fevereiro, foram originárias de 31 países. Merecem destaque o Japão (compras de US$ 4,3 milhões, representando 12,3% do total); a Ucrânia (US$ 4 milhões, 11,5%); os Estados Unidos (US$ 4 milhões, 11,5%); além de Belarus (US$ 3,7 milhões, 10,6%) e Espanha (US$ 2,9 milhões, 8,2%).

Entre os principais países de origem das importações, os que registraram maior crescimento das vendas para as cooperativas foram o Japão (27.216,3%: de US$ 15,7 mil para US$ 4,3 milhões); a Áustria (7.352,3%: de US$ 4,7 mil para US$ 347,0 mil);  a Itália (1.520,5%: de US$ 94,9 mil para US$ 1,5 milhão),e a Espanha (875,2%: de US$ 295,9 mil para US$ 2,9 milhões).

O Paraná foi o estado com maior valor de importações via cooperativas (US$ 17,8 milhões, representando 50,7% do total), seguido por Santa Catarina (US$ 6,6 milhões, 18,9%); Goiás (US$ 3,6 milhões, 10,4%); Mato Grosso (US$ 2,9 milhões, 8,3%); e Rio Grande do Sul (US$ 2,1 milhões, 5,9%).